segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A arte de não deixar - se ultrapassar.

Regido pelo princípio da cibercultura que chamaremos de " re - mixagem ", que consiste no conjunto de práticas sociais e comunicacionais de combinações, colagens , cut - up de informação a partir das tecnologias digitais, falaremos deste conceito no meio do processo político brasileiro.

Entendemos que essa re-mixagem conta com alterações imediatas e impactantes para uma realização de marketing online. Sabemos também, o quanto se torna repetitivo as práticas utilizadas pelos "missionários digitais" em campanhas eleitorais e a forma com que eles tentam cativar o público indeciso, embora tenham como sombra a luta contra a chatice e consequentemente o desinteresse pelo material postado.

No meio político, ferramentas como blogs, redes sociais e e - mail, ficaram cada vez mais essenciais para construção de uma campanha. Por meio de todos esses, políticos e colaboradores tentam unificar os seus para buscar mais e mais adeptos que antes não tinham uma opção política. O que de fato acontece é que, no meio social, é possível notar uma prática/ hábito de juntar o maior números de pessoas para o seu lado e assim tentar cativar outros divulgando que "o povo/maioria" está com o político A ou político B. Com esse exemplo, é simples encontrar artes digitais com lemas do tipo : " A juventude vota no A", " Professores abraçaram nossa campanha, e você  ?"...  Tendo em vista este processo, a primeira lei e indagação é se realmente a internet é terra de ninguém. Será que a grande rede é lugar para tudo e para todo tipo de publicação ou comportamento ?

Com o surgimento da internet, grandes movimentos sociais ganharam força. Ganharam forças por não mais dependerem apenas da mídia antiga e de monopólio. Tenhamos, claro, a consciência que por mais tentador que seja falar sem algum receio, a internet não é lugar esquecido, até mesmo para autoridades.

A segunda lei seria " computador é a rede". A ideia de coletividade, de um computador se tornando uma rede de comunicações e interatividade até mesmo abusiva, é um prato cheio para quem precisa divulgar uma ideia de punho social e em seguida ter um retorno com críticas positivas ou negativas, para isso, podemos deixá - la como a essência em uma campanha eleitoral

A terceira lei e a mais contraditória, vem defender que tudo muda, mas nem tanto... Nesta lei, a ideia de reconfiguração acompanha uma grande defesa para a modelagem. Embora haja uma necessidade de mudar constantemente, ainda há uma base instaurada em algum momento e que, em outros e tantos momentos, não poderá ser alterada.

O meio político pode ser caótico, porém, é o caos que presenteia com charme todo esse processo. Em uma campanha online, fica fácil identificar quem é quem ou para quem é quem. Todo esse reconhecimento, inutiliza a ideia do direito ao voto secreto, pois cada vez mais a campanhas das ruas chega em seus computadores, rede sociais e microblogs.


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