segunda-feira, 18 de agosto de 2014

" São tantas emoções..."

Após a morte de Eduardo Campos, ex- presidenciável falecido esta semana, surgiram matérias por todos os veículos de comunicação do país elogiando sua trajetória política e enfatizando sua ótima conduta como gestor público e pai de família.

Eduardo Campos não saberia que sua morte seria sua melhor assessoria de imprensa, e o resultado positivo para o seu partido viria logo a seguir : uma pesquisa publicada pela Datafolha, primeira pesquisa oficial após sua morte, anunciava que sua sucessora já teria ultrapassado o candidato Aécio Neves ( PSDB) e já estaria encostando na candidata petista Dilma Rousseff. 

Entendemos que, no nosso país, nunca tivemos uma cultura politizada e sim de campanhas e gestões bizarras, totalmente ligadas as emoções. Tivemos político suicida,  até hoje visto como o governo mais popular que o Brasil já teve ; Tivemos presidente que sofreu acidente fatal e peculiarmente duvidoso e também tivemos um operário, do meio do povão, tirando e recebendo a faixa de um ex - presidente diplomata e parcialmente inteligente. Para que esse quadro não mudasse, nos últimos anos, o país se cerca de diversos fatores que louvava uma outra fantástica e tenebrosa mudança no quadro político do país. Passamos por manifestações, por um evento mundial de grande porte e pra fechar com chave de ouro, temos agora uma fatalidade no mundo político. Fatalidade que, podemos comparar com o golpe militar de 64, afinal, a morte terá um poder brusco nestas eleições e tem todo um potencial de mudar o que já parecia certo e definido. 

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