segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Baseado no conceito de Pierre Lévy sobre ciberespaço, hoje falaremos sobre Internet nas eleições...


Para entendermos o poder que a internet conseguiu obter na atualidade e no nosso cotidiano, um bom e talvez o melhor exemplo seria falarmos do impacto que ela pode causar em uma campanha eleitoral. Sabemos da quantidade de informações que podemos obter na grande rede, mas, saberíamos  fazer de bom uso ? Pierre Lévy em seu livro CIBERCULTURA, colocou como conceito dado por William Gibson sobre o que seria o ciberespaço : Entende - se por ciberespaço o universo das redes digitais... O que nos parece grandioso, afinal, a palavra  " universo " intensifica esse pensamento de grandeza, de infinito. Mas, de que forma o ciberespaço  colaboraria em um processo tão importante para uma nação como um processo eleitoral ? Bem simples... Com a ascensão de uma nova classe média no Brasil, seria impossível não deduzir que a internet seria um fator diferencial nesta ou em outras futuras eleições. Durante todo o processo eleitoral, seremos telespectadores e até mesmo poderíamos nos considerar vítimas dos " missionários digitais." Entendemos como missionários digitais, profissionais que dispõem do seu tempo para promover empresas na WEB, uma espécie de publicidade na rede. Nessa linha, teríamos os militantes, trabalhando para convencer indecisos, jogar acusações e rebater críticas em nome do seu candidato e patrocinador. O mais trágico ou cômico, é que toda essa guerra virtual acaba acarretando uma série de problemas para os candidatos, tais como :  O que fazer para rebater esse mar de críticas ? Como alcançar sem incomodar o internauta e eleitor indeciso ? O que eles fazem com o nosso material disponibilizado na internet ?

Questões que acabam levando a criação de outro tipo de profissionais, uma outra equipe para buscar dados sobre os usuários. Eles tentam comprovar em gráficos o que mais se é curtido, visualizado e compartilhado. Quais temas parecem interessar mais e de que forma poderiam passar numa linguagem aceitável e convincente para os internautas. Entendemos até aqui como funciona os bastidores de quem propaga uma campanha na internet, mas será que existe uma eficácia ? Países como os EUA, Inglaterra e Colômbia protagonizaram uma intensa campanha política pela internet. Nesses países foi possível verificar que muitas vezes a internet " pautou" o debate, gerando pesquisas onde foram utilizada ferramentas como " hastag" e o número de comentários na mesma, o que levou as discussões para bares, escolas e casas. Voltando para o Brasil, o candidato que tiver uma equipe preparada e mirada aos jovens, ele conseguirá um resultado mais satisfatório, tendo em vista que os jovens do nosso país são os maiores usuários da rede e também os mais indecisos e desacreditados no processo político do país.

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